Estreia logo à noite Film Noir, uma peça do meu amigo André Murraças. O género cinematográfico com twists de teatro e música contemporânea. Como já está esgotado, desejo-lhe o maior dos sucessos. Merda, André!
O fim-de-semana passado foi passado entre o Cabaret no Maria Matos e o Sticky&Sweet no Parque da Bela Vista. Em relação ao primeiro, devo dizer que no geral me agradou. Não gostei particularmente de algumas soluções cenográficas e não achei o momento do intervalo o mais adequado. No seu todo, o espectáculo cumpriu bem a sua função de entretenimento e nunca caiu em exageros nada amigos deste tipo de teatro. A encenação de Diogo Infante é enxuta e boa, não senti que houvesse ali nada a mais. As adaptações das letras feitas por Ana Zannati não fazem mossa aos originais e permitem algum sing-a-long mental. Gostei muito do momeento havaino e da cama vertical. A surpresa das surpresas, veio de Henrique Feist. Confesso que tinha algum receio que a escola-filipe-la-féria pudesse moldar o registo do actor, mas felizmente isso não aconteceu; o MC de Henrique Feist é o melhor que a peça tem e percebe-se que pode estar ali o papel da sua vida ( leitura minha, obviamente). O resto dos actores e bailarinos estão no ponto certo. Resumidamente, e para quem goste do género, aconselho uma ida ao Maria Matos que não causará arrependimentos.
Domingo foi tempo de romaria a Nossa Senhora do Parque. Ao contrário da Re-Invention Tour, fiquei a metros e metros do palco e vi uma mini-madonna. Talvez por isso, embora tenha gostado não sai de lá em êxtase. Do sítio onde estava via todo o pallco e e ecrãs, mas no que a Madonna diz respeito tinha que vê-la nas imagens projectadas. Entendo que a rendibilidade deste concerto justificasse a escolha daquele local, mas um local com imensas árvores, altos e baixos nuca iria permitir que 75 mil pessoas tivessem todas a oportunidade de ficar descansados a ver o concerto. Deste ponto vista, o PBV poderá ser bom para um festival onde a circulação é maior e onde os milhares de espectadores não estão todos ali para o mesmo, mas é péssimo para um concerto em nome próprio. Desabafos à parte, um concerto de Madonna é sempre um espectáculo ( substantivo). No entanto, em termos musicais há versões novas que não funcionam bem ( hung-up, ray of light). Ela, sem muito barulho à volta, nem sempre canta bem ( houve ali momentos mesmo maus). É sempre divertido assistir aos momentos IURD ( like a prayer, Miles away e outro que agora não me lembro) e há os momentos muito dispensáveis do You must love me e Spanish Lesson. E há o final que não funciona com o Give it to me, era preciso ali um hit bomba (volta Holiday que estás perdoado). No geral, o concerto foi bom ( momento alto em Borderline, que eu adoro) Madonna é e será sempre Madonna.
Só têm até Domingo para ir ver The Pillow Man ao TNSJ. Um texto muito bom de Martin Donagh, muito bem traduzido e encenado por Tiago Guedes e com excelentes interpretações dos quatro actores Gonçalo Waddington, Marco D'Almeida, Nuno Lopes e João Pedro Vaz. Gostei muito e aconselho vivamente.
P.S. Levem um leque! Não sei o que se passa no TNSJ, mas o calor é sempre insuportável.
O meu querido amigo André estreia amanhã um novo espectáculo More of a Man, que é a reposição em double pack de Um Marido Ideal + Pour Homme. Vejam aqui o trailer e de 2 a 12 de Maio apareçam na Casa d´Os Dias da Água, ali na Estefânia. Clap your hands and say MAN!
Redactor.
Licenciado em Engenharia Publicitária pela Universidade Fernando Pessoa.
Trabalhos com Direcção de Arte de João Matado, Gisele Kyrillos, Marco Dias, João Carlos Soares, David Sousa e design de Pedro Regadas e João Alves Marrucho.